sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Anjo do dia 06/02- Vasahiah- Deus imparcial e integro.20/04- 02/07- 13/09- 25/11-


Missão; É tudo aquilo que vc trás de outras vidas; Proporciona proteção e harmonia. Confere características de humildade, de simplicidade de delicadeza. Presta a facilidade de expressão, o senso apurado de justiça e a perseverança. Planeta correspondente; Mércurio. Hora que seu anjo visita á terra. 10h20ás10h39. Salmo. 32. Versículo. 4 Melhores dias do ano para falar com seu Anjo; 02/02 -  20/04 - 01/07 - 11/07 - 22/11-. Numero da sorte.6. Dia da semana. Domingo. Nome do anjo em letras hebraicas; vau/ shin/ resh/ yod/ he. Nome do anjo em numeros; 6/ 21/ 20/ 10/ 5. Carta do taro. A justiça.Mês da mudança favorável para sua vida profissional/pessoal. Agosto. Esse Anjo exerce domínio sobre os tártaros. Este anjo é invocado para proteger contra quem nos ataca judicialmente. Favorece a graça e a clemencia para grandes empresários. Influencia os juristas, os advogados e os magistrados. É um Anjo da justiça. Quem nasce sob essa influencia será amável, espiritualizado e modesto. Terá excelente memoria e falara qualquer idioma com facilidade. Sera grande estudioso e sua vida rica em experimentar de tudo um pouco. Deseja que todos, independente de raça, credo ou cultura, sejam merecedores das mesmas oportunidades de vida. Sua palavra de ordem é respeitar para ser respeitado. Tem o dom da palavra e facilidade para falar em publico, sendo invencível quando fala com superiores, em defesa dos menos favorecidos. Vencer obstáculos é apenas uma parte de sua luta, pois terá uma vida plena deverá manter-se sempre bem equilibrado internamente  Sua aparência, muitas vezes austera, apenas mostra grande responsabilidade que terá para os seus semelhantes, contra aqueles que agem de má fé. Será um guerreiro ativo de seu Anjo Guardião, tomando atitudes rápidas e nunca adiando suas decisões. Vela do seu Anjo é a cor verde, e a pedra é a esmeralda. O incenso é o camomila.

VIII. A Justiça
O arcano do Equilíbrio, da Imparcialidade
Compilação de 
Constantino K. Riemma
A Justiça no Tarot de Marselha-Camoin
Marselha-Camoin
Uma mulher, sentada num trono, tem em sua mão direita uma espada desembainhada com a ponta virada para cima, e na esquerda uma balança com os pratos em equilíbrio. A mão que segura a balança encontra-se à altura do coração.
Este personagem, que é visto de frente, está vestido com uma túnica cujo panejamento sugere uma mandorla (ver arcano 21 – O Mundo), espaço de conciliação das polaridades.
Não se vêem os pés da mulher nem a cadeira propriamente dita. Aparece, em compensação, com toda nitidez, o espaldar do trono: as esferas que o arrematam estão talhadas de maneira diferente.
Significados simbólicos
Justiça, equilíbrio, ordem.
Capacidade de julgamento.
Conciliação entre o ideal e o possível. Harmonia. Objetividade, regularidade, método.
Balança, avaliação, atração e repulsão, vida e temor, promessa e ameaça.
Interpretações usuais na cartomancia
Estabilidade, ordem, persistência, normalidade. Lei, disciplina, lógica, coordenação. Flexibilidade, adaptação às necessidades. Opiniões moderadas. Razão, sentido prático. Administração, economia. Obediência.
Soluções boas e justas; equilíbrio, correção, abandono de velhos hábitos.
Mental: Clareza de juízo. Conselhos que permitem avaliar com justeza. Autoridade para apreciar cada coisa no momento oportuno.
Emocional: Aridez, secura, consideração estrita do que se diz, possibilidade de cortar os vínculos afetivos, divórcio, separação. Este arcano representa um princípio de rigor.
Físico: Processo, reabilitação, prestação de contas. Equilíbrio de saúde, mas com tendência a problemas decorrentes de excessos (obesidade, apoplexia), devido à imobilidade da carta.
Sentido negativo: Perda. Injustiça. Condenação injusta, processo com castigo. Grande desordem, perigo de ser vítima de vigaristas. Aburguesamento.
A Jutiça no tarô Visconti Sforza
Visconti Sforza (1450)
História e iconografia
Gerechtigkeit. Representação medieval da Justiça
Bamberg (1237)
A representação da Justiça como uma mulher com balança e espada (ou livro) data provavelmente de um período remoto da arte romana.
Durante a primeira parte da Idade Média, espada e balança passaram a ser atributos do Arcanjo Miguel, comumente designado por Micael ou São Miguel, que parece ter herdado as funções do Osíris subterrâneo, o pesador de almas.
Mais tarde estes elementos passam para as mãos da impassível dama, da qual há figurações relativamente antigas na arte medieval: um alto-relevo da catedral de Bamberg, datado de 1237, a representa deste modo
Tudo indica que a iconografia do Arcano VIII seguiu com bastante fidelidade a tradição artística.
A espada e a balança são, para Aristóteles, os elementos representativos da justiça: a primeira porque se refere à sua capacidade distributiva; a segunda, à sua missão equilibradora. Ao contrário das alegorias inspiradas na Têmis grega, a Justiça do Tarô não tem venda sobre os olhos.
É comum relacionar este arcano ao signo zodiacal de Libra. Ele representa, como aquele, nem tanto a justiça exterior ou a legalidade social, mas sim a função interior justiceira que põe em movimento todo um processo psíquico (ou psicossomático) para determinar o castigo do culpado, partindo já da idéia de que “a culpa não é, em si, diferente do castigo”.
Também se atribui à balança uma função distributiva entre bem e mal, e a expressão do princípio de equilíbrio. A espada, por sua vez, representa a sentença, a decisão psíquica, a palavra de Deus.
Miguel Arcanjo
Miguel Arcanjo
A Justiça no Tarot de Oswald Wirth
Na repartição do Tarô em três setenários, a ordem que Oswald Wirth estabelece é descendente, correspondendo aos arcanos I-VII a esfera ativa do Espírito; aos VIII-XIV, a esfera intermediária,anímica; aos arcanos XVI-XXI, a esfera passiva do Corpo.
O segundo setenário – que se inicia com a Justiça – corresponde àAlma ou ao aspecto psicológico da individualidade.
“O primeiro termo de um setenário – diz Wirth – desempenha necessariamente um papel gerador. Assim, o espírito emana da Causa Primeira (O Prestidigitador), a alma procede do Arcano VIII, e o corpo, do XV (O Diabo)”.
Examinado do ponto de vista dos ternários, a Justiça (8), ocupa o segundo termo do terceiro ternário, sendo precedida pelo Carro (7), que cumpre aí a função geradora, enquanto ela, a Justiça, passa a exercer a função de organizadora.
<-- A Justiça no Tarô de Oswald Wirth
Neste sentido – confirmado por sua localização na ordem dos ternários – Wirth ressalta o caráter esotérico do Arcano VIII: nada pode viver sem cobrir a distância entre a origem e o equilíbrio, já que os seres não existem a não ser em virtude da lei à qual estão submetidos.
É interessante também analisar a correspondência simbólica entre a Justiça (8) e o Imperador (4), já que há uma aliança evidente entre os princípios de Poder e Lei e a busca da harmonia do governo (de um estado, de uma situação, da individualidade). Vale lembrar a esse respeito que, tradicionalmente, cabe ao soberano a aplicação da justiça.
Na mitologia grega, Zeus gera em Têmis (a fraternal divindade justiceira do Olimpo grego), entre outras filhas, as Horas ouQuatro Estações, e Diké (ou Diqué), a personificação da Justiça. Essa filiação permite relacionar o Arcano VIII à ordem do quaternário, detalhe que já se evidencia a partir de seu número (8 = 2 x 4).
Diké, a deusa grega da Justiça -->
Têmis, a deusa grega da Justiça
Contato:
Constantino K. Riemma contato-ct@clubedotaro.com.br




Sócrates.

Sócrates (em gregoΣωκράτηςAFI[sɔːkrátɛːs]transl. SōkrátēsAtenas, c. 469 a.C. - Atenas, 399 a.C.)1 foi um filósofoateniense do período clássico da Grécia Antiga. Creditado como um dos fundadores da filosofia ocidental, é até hoje uma figura enigmática, conhecida principalmente através dos relatos em obras de escritores que viveram mais tarde, especialmente dois de seus alunos, Platão e Xenofonte, bem como as peças teatrais de seu contemporâneo Aristófanes. Muitos defendem que osdiálogos de Platão seriam o relato mais abrangente de Sócrates a ter perdurado da Antiguidade aos dias de hoje.2
Através de sua representação nos diálogos de seu estudante ou professor, Sócrates tornou-se renomado por sua contribuição no campo da ética, e é este Sócrates platônico que legou seu nome a conceitos como a ironia socrática e o método socrático(elenchus). Este permanece até hoje a ser uma ferramenta comumente utilizada numa ampla gama de discussões, e consiste de um tipo peculiar de pedagogia no qual uma série de questões são feitas, não apenas para obter respostas específicas, mas para encorajar também uma compreensão clara e fundamental do assunto sendo discutido. Foi o Sócrates de Platão que fez contribuições importantes e duradouras aos campos da epistemologia e lógica, e a influência de suas ideias e de seu método continuam a ser importantes alicerces para boa parte dos filósofos ocidentais que se seguiram a ele.
Nas palavras do filósofo britânico Martin Cohen, Platão, o idealista, oferece "um ídolo, a figura de um mestre, para a filosofia. Um santo, um profeta do 'Deus-Sol', um professor condenado por seus ensinamentos como herege.

Biografia.  As obras de Aristófanes retratam Sócrates como um personagem cômico e sua representação não deve ser levada ao pé da letra. Detalhes sobre a vida de Sócrates derivam de três fontes contemporâneas: os diálogos de Platão, as peças de Aristófanes e os diálogos de Xenofonte. Não há evidência de que Sócrates tenha ele mesmo publicado alguma obra. Alguns autores defendem que ele não deixou nada escrito pois, além de na sua época a transmissão do saber ser feita, essencialmente, pela via oral, Sócrates assumia-se como alguém que sabe que nada sabe. Assim, para ele, a escrita fecharia o conhecimento, deixando-o de forma acabada, amarrando o seu autor ao estrito contexto de afirmações inamovíveis: se essas afirmações contemplam o erro, a escrita não só o perpetua como garante a sua transmissão.

Vida.

Nascido nas planícies do monte Licabeto, próximo a Atenas, Sócrates vinha de família humilde.6 Era filho de Sophroniscus,7 - motivo pelo qual ele era chamado em sua juventude de Sokrates ios Sōfronískos (Sócrates, o filho de Sophroniscus) - um escultor, especialista em entalhar colunas nos templos, e Fainarete, uma parteira (ambos eram parentes de Aristides,Sócrates foi casado com Xântipe, que era bem mais jovem que ele, e teve um filho, Lamprocles9 . Há relatos de que o casal possivelmente teve mais dois filhos, Sophroniscus e Menexenus;[carece de fontes]. Porém, segundo Aristóteles, citado por Diógenes Laércio, Sophroniscus eMenexenus eram filhos da segunda esposa de Sócrates, Myrto, filha de Aristides, o Justo.9 Sátiro e Jerônimo de Rodes, também citados por Diógenes Laércio, dizem que, pela falta de homens em Atenas, foi permitido a um ateniense casado ter filhos com outra mulher, e que Sócrates teria tido Xântipe e Myrto ao mesmo tempo.10Durante sua infância, ajudou seu pai no ofício de escultor. Porém, muitas vezes seus amigos zombavam da sua incapacidade de trabalhar o mármore. Mesmo quando aparecia uma oportunidade de ajudar o seu pai, sempre acabava atrapalhando.8 Seu destino foi apontado, pelo próprio Oráculo de Delfos, como um grande educador[carece de fontes], mas foi somente por influência da sua mãe que ele pôde descobrir sua verdadeira vocação.
Seu amigo Críton criticou-o por ter abandonado seus filhos quando se recusou a tentar fugir para evitar sua execução. Este fato mostra que ele (assim como outros discípulos) não teria entendido a mensagem que Sócrates passa sobre a morte (diálogo Fédon).
Sócrates costumava caminhar descalço e não tinha o hábito de tomar banho. Em certas ocasiões, parava o que quer que estivesse fazendo, ficava imóvel por horas, meditando sobre algum problema. Certa vez o fez descalço sobre a neve, segundo os escritos de Platão, o que demonstra seu caráter lendário. 11
Cláudio Eliano lista Sócrates como um dos grandes homens que gostavam de brincar com crianças: uma vez, Alcibíades surpreendeu Sócrates brincando com seu filho Lamprocles12 .

Vocação.


Sócrates concluiu então que, de certa forma, ele também era um parteiro.
 O conhecimento está dentro das pessoas (que são capazes de aprender por si mesmas). Porém, eu posso ajudar no nascimento deste conhecimento. Concluiu ele. Por isso, até hoje os ensinamentos de Sócrates são conhecidos por maiêutica (que significa parteira em grego). 13Conta-se que um dia Sócrates foi levado junto à sua mãe para ajudar em um parto complicado. Vendo sua mãe realizar o trabalho, Sócrates logo “filosofou”: Minha mãe não irá criar o bebê, apenas ajudá-lo-á a nascer e tentará diminuir a dor do parto. Ao mesmo tempo, se ela não tirar o bebê, logo ele irá morrer, e igualmente a mãe morrerá!
Assim, logo sua vocação falou mais alto e ele partiu para aprender filosofia, onde foi discípulo dos filósofos Anaxágoras e Arquelau. Seu talento logo chamou a atenção. Tanto que foi chamado pela Pítia (sacerdotisa do templo de Apolo, em DelfosAntiga Grécia) de o mais sábio de todos os homens!.7

Trabalho.

Não se sabe ao certo qual o trabalho de Sócrates, se é que ele teve outro além da Filosofia. De acordo com algumas fontes, Sócrates aprendeu a profissão de oleiro com seu pai. Na obra de Xenofonte, Sócrates aparece declarando que se dedicava àquilo que ele considerava a arte ou ocupação mais importante: maiêutica, o parto das idéias. A maiêutica socrática funcionava a partir de dois momentos essenciais: um primeiro em que Sócrates levava os seus interlocutores a pôr em causa as suas próprias concepções e teorias acerca de algum assunto; e um segundo momento em que conduzia os interlocutores a uma nova perspectiva acerca do tema em abordagem. Daí que a maiêutica consistisse num autêntico parto de ideias, pois, mediante o questionamento dos seus interlocutores, Sócrates levava-os a colocar em causa os seus "preconceitos" acerca de determinado assunto, conduzindo-os a novas ideias acerca do tema em discussão, reconhecendo assim a sua ignorância e gerando novas ideias, mais próximas da verdade.[carece de fSócrates tinha o hábito de debater e dialogar com as pessoas de sua cidade. Ao contrário de seus predecessores, ele não fundou uma escola, preferindo também realizar seu trabalho em locais públicos (principalmente nas praças públicas e ginásios), agindo de forma descontraída e descompromissada, dialogando com todas as pessoas, o que fascinava jovens, mulheres e políticos de sua época.14Sócrates defendia que deve-se sempre dar mais ênfase à procura do que não se sabe, do que transmitir o que se julga saber, privilegiando a investigação permanente.

Platão afirma que Sócrates não recebia pagamento por suas aulas. Sua pobreza era prova de que não era um sofista.
Várias fontes, inclusive os diálogos de Platão, mencionam que Sócrates tinha servido ao exército em várias batalhas. Na Apologia, Sócrates compara seu período no serviço militar a seus problemas no tribunal, e diz que qualquer pessoa no júri que imagine que ele deveria se retirar da filosofia deveria também imaginar que os soldados devessem bater em retirada quando era provável que pudessem morrer em uma batalha. Estrabão conta que, após uma derrota ateniense em que Sócrates e Xenofonte haviam perdido seus cavalos,Sócrates encontrou Xenofonte caído no chão, e carregou-o por vários estádios, até que a batalha terminou.15

Do julgamento à morte.

"Eu predigo-vos portanto, a vós juízes, que me fazeis morrer, que tereis de sofrer, logo após a minha morte, um castigo muito mais penoso, por Zeus, que aquele que me infligis matando-me. Acabais de condenar-me na esperança de ficardes livres de dar contas da vossas vida; ora é exatamente o contrário que vos acontecerá, asseguro-vos (...) Pois se vós pensardes que matando as pessoas, impedireis que vos reprovem por viverem mal, estais em erro. Esta forma de se desembaraçarem daqueles que criticam não é nem muito eficaz nem muito honrosa."16 Sócrates

O julgamento e a execução de Sócrates são eventos centrais da obra de Platão (Apologia e Críton). Sócrates admitiu que poderia ter evitado sua condenação a morte, bebendo antes o veneno chamado cicuta, se tivesse desistido da vida justa. Mesmo depois de sua condenação, ele poderia ter evitado sua morte se tivesse escapado com a ajuda de amigos.
Platão considerou que Sócrates foi condenado por questões evidentemente políticas. Por seu lado, Xenofonte atribuiu a acusação a Sócrates a um fato de ordem pessoal, pelo desejo de vingança. O propósito não era a morte de Sócrates mas sim afastá-lo de Atenas e se isso não ocorreu deveu-se à teimosia de Sócrates.17

Julgamento.

Tão logo as ideias de Sócrates foram se espalhando pela cidade, ele ganhava mais e mais discípulos.
Assim, pensavam eles: Como um homem poderia ensinar de graça e pregar que não se precisavam de professores como eles?. E mais: Eles não concordavam com os pensamentos de Sócrates, que dizia que para se acreditar em algo, era preciso verificar se aquilo realmente era verdade.
Logo Sócrates começou a fazer vários inimigos, assim causando uma grande intriga. Mas eis que a guerra do Peloponeso estourou, todos os homens entre 15 e 45 anos de idade foram enviados para lutar. Sócrates, pela sua habilidade de fazer as pessoas o seguirem, foi escolhido então como um dos generais.
Ao final da guerra, com a intenção de salvar os poucos soldados que estavam vivos, Sócrates ordena que todos voltem rapidamente para Atenas, mas deixassem os mortos no campo de batalha - contrariando uma lei que obrigava o general a enterrar todos os seus soldados mortos, ou morrer tentando. Assim, ao chegar, ele é preso.
Usando toda a sua capacidade de persuasão, Sócrates consegue convencer a todos de que era melhor deixar alguns mortos do que morrerem todos, uma vez que se todos morressem, ninguém poderia enterrá-los. Desta forma ele consegue a liberdade.
Ficou livre por mais 30 anos, quando foi preso novamente, acusado de 3 crimes:
1- Não acreditar nos costumes e nos deuses gregos;
2- Unir-se a deuses malignos que gostam de destruir as cidades;
3- Corromper jovens com suas ideias;
Os acusadores foram: ÂnitoMeleto e Lícon.
  • Ânito - era um líder democrático. Tinha um filho discípulo de Sócrates que ria dos deuses do pai e voltava-se contra eles. Representava a classe dos políticos. Era um rico tanoeiro que representava os interesses dos comerciantes e industriais, era poderoso e influente.
  • Meleto - era um poeta trágico novo e desconhecido. Foi o acusador oficial, porém nada exigia que ele como acusador oficial fosse o mais respeitável, hábil ou temível, mas somente aquele que assinava a acusação. Representava a classe dos poetas e adivinhos.
  • Lícon - Pouco se sabe de Lícon. Era um retórico obscuro e o seu nome teve pouca importância e autoridade no decorrer da condenação de Sócrates. Representava a classe dos oradores e professores de retórica. Talvez Lícon pretendesse a condenação de Sócrates, devido ao seu filho ter-se deixado corromper moralmente, filosoficamente e sexualmente por Callias, e Callias era um associado de Sócrates.18
Estas 3 acusações foram assim proferidas por Meleto:
"...Sócrates é culpado do crime de não reconhecer os deuses reconhecidos pelo Estado e de introduzir divindades novas; ele é ainda culpado de corromper a juventude. Castigo pedido: a morte"19

Condenação[editar | editar código-fonte]

"O processo e a condenação de Sócrates testemunham o perigo que a ignorância faz correr ao saber, que o mal faz correr à virtude. Mas este perigo não é senão aparente, pois, na realidade, é o justo que triunfa dos seus carrascos. Se bem que seja vítima deles, o triunfo de Sócrates sobre os seus juízes data do dia da sua execução."(Jean Brun)
Dado a ele a chance de se defender destas acusações, Sócrates mostra toda a sua capacidade de pensamento.
Em sua defesa, ele mostra que as acusações eram contraditórias, questionando: Como posso não acreditar nos deuses e ao mesmo tempo me unir a eles?.
Mesmo assim, o tribunal, constituído por 501 cidadãos, o condenou. Mas não a morte, pois sabiam que se o condenassem à morte, milhares de jovens iriam se revoltar. Condenaram-no a se exilar para sempre, ou a lhe ser cortada a língua, impossibilitando-o assim de ensinar aos demais. Caso se negasse, ele seria morto.21
Após receber sua sentença, Sócrates proferiu: - Vocês me deixam a escolha entre duas coisas: uma que eu sei ser horrível, que é viver sem poder passar meus conhecimentos adiante. A outra, que eu não conheço, que é a morte ... escolho pois o desconhecido!

Morte.

"Mas eis a hora de partir: eu para morte, vós para a vida. Quem de nós segue o melhor rumo ninguém o sabe, exceto os deuses.” - Sócrates
Ao se dirigir aos atenienses que o julgaram, Sócrates disse que lhes era grato e que os amava, mas que obedeceria antes aos deuses do que a eles, pois enquanto tivesse um sopro de vida, poderiam estar seguros de que não deixaria de filosofar, tendo como sua única preocupação andar pelas ruas, a fim de persuadir seus concidadãos, moços e velhos, a não se preocupar nem com o corpo nem com a fortuna, tão apaixonadamente quanto a alma, a fim de torná-la tão boa quanto possível.23

Durante estes 30 dias, ele recebeu os seus amigos e conversou com eles. Declarando não querer absolutamente desobedecer às leis da pátria, Sócrates recusava a ajuda dos amigos para fugir. E passou o tempo preparando-se para o passo extremo em palestras espirituais com os amigos.
Sócrates então deixou o tribunal e foi para a prisão. Como existia uma lei que exigia que nenhuma execução acontecesse durante a viagem votiva de um navio sagrado a Delos, Sócrates ficou a ferros por 30 dias, sob custódia de onze magistrados encarregados, em Atenas, da polícia e da administração penitenciária.
Chegado o momento da execução, pouco antes de beber o veneno, Sócrates, de forma irônica e sarcástica (como de costume), proferiu suas últimas palavras:24
"Críton, somos devedores de um galo a Asclépio; pois bem, pagai a minha dívida. Pensai nisso!".
Após essas palavras, Sócrates bebeu a cicuta (Conium maculatum) e, diante dos amigos, aos 70 anos, morreu por envenenamento.
Platão, no seu livro Fédon, assim narrou a morte de seu.  No Fédon, Sócrates dá razões de crêr na imortalidade. Quando Sócrates foi condenado à morte, comentou alegremente que no outro mundo poderia fazer perguntas eternamente sem ser condenado a morrer, porque era imortal.26Depois de assim falar, levou a taça aos lábios e com toda a naturalidade, sem vacilar um nada, bebeu até à última gota.
Até esse momento, quase todos tínhamos conseguido reter as lágrimas; porém quando o vimos beber, e que havia bebido tudo, ninguém mais aguentou. Eu também não me contive: chorei à lágrima viva. Cobrindo a cabeça, lastimei o meu infortúnio; sim, não era por desgraça que eu chorava, mas a minha própria sorte, por ver de que espécie de amigo me veria privado. Critão levantou-se antes de mim, por não poder reter as lágrimas. Apolodoro, que desde o começo não havia parado de chorar, pôs se a urrar, comovendo seu pranto e lamentações até o íntimo todos os presentes, com exceção do próprio Sócrates.
- Que é isso, gente incompreensível? Perguntou. Mandei sair as mulheres, para evitar esses exageros. Sempre soube que só se deve morrer com palavras de bom agouro. Acalmai-vos! Sede homens!
Ouvindo-o falar dessa maneira, sentimo-nos envergonhados e paramos de chorar. E ele, sem deixar de andar, ao sentir as pernas pesadas, deitou-se de costas, como recomendara o homem do veneno. Este, a intervalos, apalpava-lhe os pés e as pernas. Depois, apertando com mais força os pés, perguntou se sentia alguma coisa. Respondeu que não. De seguida, sem deixar de comprimir-lhe a perna, do artelho para cima, mostrou-nos que começava a ficar frio e a enrijecer. Apalpando-o mais uma vez, declarou-nos que no momento em que aquilo chegasse ao coração, ele partiria. Já se lhe tinha esfriado quase todo o baixo-ventre, quando, descobrindo o rosto – pois o havia tapado antes – disse, e foram suas últimas palavras:
- Critão (exclamou ele), devemos um galo a Asclépio. Não te esqueças de saldar essa dívida!
"Assim farei!", respondeu Critão. Vê se queres dizer mais alguma coisa. A essa pergunta, já não respondeu. Decorrido mais algum tempo, deu um estremeção. O homem o descobriu; tinha o olhar parado. Percebendo isso, Critão fechou-lhe os olhos e a boca.
Tal foi o fim do nosso amigo, Equécrates, do homem, podemos afirmá-lo, que entre todos os que nos foi dado conhecer, era o melhor e também o mais sábio e mais justo."
Fédon 117e-118c.25

Ruptura e legado.


Os
 sofistas, grupo de filósofos (título negado por Platão) originários de várias cidades, viajavam pelas pólis, onde discursavam em público e ensinavam suas artes, como a retórica, em troca de pagamento. Sócrates se assemelhava exteriormente a eles, exceto no pensamento. Platão afirma que Sócrates não recebia pagamento por suas aulas. Sua pobreza era prova de que não era um sofista. Para os sofistas tudo deveria ser avaliado segundo os interesses do homem e da forma como este vê a realidade social (subjetividade), segundo a máxima de Protágoras :"O homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são.". Isso significa que, segundo essa corrente de pensamento, as regras morais, as posições políticas e os relacionamentos sociais deveriam ser guiados conforme a conveniência individual. Para este fim qualquer pessoa poderia se valer de um discurso convincente, mesmo que falso ou sem conteúdo. Os sofistas usavam, de fato, complicados jogos de palavras, no discurso para demonstrar a verdade27 daquilo que se pretendia alcançar. Este tipo de argumento ganhou o nome de sofisma.Sócrates provocou uma ruptura sem precedentes na história da Filosofia grega, por isso ela passou a considerar os filósofos entre pré-socráticos e pós-socráticos. Enquanto os filósofos pré-Socráticos, chamados de naturalistas, procuravam responder a questões do tipo: "O que é a natureza ou o fundamento último das coisas?" Sócrates, por sua vez, procurava responder à questão: "O que é a natureza ou a realidade última do homem?"
Em resumo, a sofística destruía os fundamentos de todo conhecimento, já que tudo seria relativo (relativismo) e os valores seriam subjetivos, assim como impedia o estabelecimento de um conjunto de normas de comportamento que garantissem os mesmos direitos para todos os cidadãos da pólis. Tanto quanto os sofistas, Sócrates abandonou a preocupação em explicar e se concentrou no problema do homem. No entanto, contrariamente aos sofistas, Sócrates travou uma polêmica profunda com estes, pois procurava um fundamento último para as interrogações humanas ("O que é o bem?" "O que é a virtude? "O que é a justiça?); enquanto os sofistas situavam as suas reflexões a partir dos dados empíricos, o sensório imediato, sem se preocupar com a investigação de uma essência da virtude, da justiça do bem etc., a partir da qual a própria realidade empírica pudesse ser avaliada.
Sócrates contribuiu para que as pessoas se apercebessem da descoberta da evidência que é a manifestação do mestre interior à alma. Conhecer-se a si mesmo seria conhecer Deus em si.28
Aquilo que colocou Sócrates em destaque foi o seu método, e não tanto as suas doutrinas. Sócrates baseava-se na argumentação, insistindo que só se descobre a verdade pelo uso da razão. O seu legado reside sobretudo na sua convicção inabalável de que mesmo as questões mais abstratas admitem uma análise racional.29

Filosofia.


Método Socrático
.   O seu pensamento desenvolveu-se de 3 grandes ideias:
a) a crítica aos sofistas;
b) a arte de perguntar;
c) a consciência do Homem.
método socrático consiste em uma técnica de investigação filosófica, que faz uso de perguntas simples e quase ingênuas que têm por objetivo, em primeiro lugar, revelar as contradições presentes na atual forma de pensar do aluno, normalmente baseadas em valores e preconceitos da sociedade, e auxiliá-lo assim a redefinir tais valores, aprendendo a pensar por si mesmo30 .

Ideias Filosóficas.

As crenças de Sócrates, em comparação às de Platão, são difíceis de discernir. Há poucas diferenças entre as duas ideias filosóficas. Consequentemente, diferenciar as crenças filosóficas de Sócrates, Platão e Xenofonte é uma tarefa difícil e deve-se sempre lembrar que o que é atribuído a Sócrates pode refletir o pensamento dos outros autores.
Se algo pode ser dito sobre as ideias de Sócrates, é que ele foi moralmente, intelectualmente e filosoficamente diferente de seus contemporâneos atenienses. Quando estava sendo julgado por heresia e por corromper a juventude, usou seu método de elenchos para demonstrar as crenças errôneas de seus julgadores. Sócrates acredita na imortalidade da alma e que teria recebido, em um certo momento de sua vida, uma missão especial do deus Apolo Apologia, a defesa do logos apolíneo "conhece-te a ti mesmo".
Sócrates também duvidava da ideia sofista de que a arete (virtude) podia ser ensinada para as pessoas. Acreditava que a excelência moral é uma questão de inspiração e não de parentesco, pois pais moralmente perfeitos não tinham filhos semelhantes a eles. Isso talvez tenha sido a causa de não ter se importado muito com o futuro de seus próprios filhos. Sócrates frequentemente diz que suas ideias não são próprias, mas de seus mestres, entre eles Pródico e Anaxágoras de Clazômenas .

Amor.

Em O Banquete, de Platão, Sócrates revela que foi a sacerdotisa Diotima de Mantinea que o iniciou nos conhecimentos e na genealogia do amor. As idéias de Diotima estão na origem do conceito socrático-platônico do amor. Também em O Banquete, no discurso de Alcibíades se descreve o amor entre Sócrates e Alcibíades.

Conhecimento.

Sócrates dizia que sua sabedoria era limitada à sua própria ignorância. Segundo ele, a verdade, escondida em cada um de nós, só é visível aos olhos da razão (daí a célebre frase "Só sei que nada sei"!).31 Ele acreditava que os erros são consequência da ignorância humana. Nunca proclamou ser sábio. A intenção de Sócrates era levar as pessoas a conhecerem seus desconhecimentos ("Conhece-te a ti mesmo"). Através da problematização de conceitos conhecidos, daquilo que se conhece, percebe-se os dogmas e preconceito O estudo da virtude se inicia com Sócrates, para quem a virtude é o fim da atividade humana e se identifica com o bem que convém à natureza humana.32Virtude.
Sócrates acreditava que o melhor modo para as pessoas viverem era se concentrando no próprio desenvolvimento ao invés de buscar a riqueza material. Convidava outros a se concentrarem na amizade e em um sentido de comunidade, pois acreditava que esse era o melhor modo de se crescer como uma população. Suas ações são provas disso: ao fim de sua vida, aceitou a sentença de morte quando todos acreditavam que fugiria de Atenas, pois acreditava que não podia fugir de sua comunidade. Acreditava que os seres humanos possuíam certas virtudes, tanto filosóficas quanto intelectuais. Dizia que a virtude era a mais importante de todas as coisas.

Política.

Diz-se que Sócrates acreditava que as ideias pertenciam a um mundo que somente os sábios conseguiam entender, fazendo com que o filósofo se tornasse o perfeito governante para um Estado. Opunha-se à democracia aristocrática que era praticada em Atenas durante sua época; essa mesma ideia surge nas Leis de Platão, seu discípulo. Sócrates acreditava que ao se relacionar com os membros de um parlamento a própria pessoa estaria fazendo-se hipócrita.

Paradoxo Socrático.

“Os paradoxos socráticos” são posições éticas defendidas por Sócrates que vão contra (para) a opinião (doxa) comum. Os principais paradoxos são:33
  1. "A virtude é um conhecimento";
  2. "Ninguém faz o mal voluntariamente";
  3. "As virtudes constituem uma unidade";
  4. "É preferível sofrer injustiça do que cometê-la" (Górgias 469 b-c) ou "jamais se deve responder à injustiça pela injustiça, nem fazer mal a outrem, nem mesmo àquele que nos fez mal" (Críton 49 c-d).
Sócrates afirmava que “Ninguém faz o mal voluntariamente, mas por ignorância, pois a sabedoria e a virtude são inseparáveis.”





    Fonte; Wikipédia enciclopédia livre.
    Fonte; Conheça seu anjo; EDT. Nova cultural.
    Fonte; Anjos Cabalisticos; EDT. Companhia dos Anjos.
    Fonte; O livro dos anjos; EDT; Duetto.
    Fonte; Salmos e anjos. EDT. Alto Astral.
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    quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

    Anjo do dia- 05/02- Lecabel- Deus que traz inspiração; 19/04- 01/07- 12/09- 24/11-



    Missão; É aquilo que vc traz de outras vidas; Ajuda na decisão  acertada. Traz qualidades como ousadia, amor aos livros, e pelo conhecimento amplo. Planeta correspondente. Sol. Hora que esse  Anjo visita á terra. 10h00ás10h19. Salmo. 70. Versículo, 16. Numero da sorte. 4. Dia da semana. Domingo. Nome do anjo em letras hebraicas; lamed/ khaf/ beth/ aleph/ lamed. Nome do anjo em numeros; 12/ 11/ 2/ 1/ 12. Carta do taro. A força. Mês da mudança propicia para sua vida profissional/pessoal. Novembro. Esse Anjo exerce domínio sobre a China. Este anjo protege as pessoas que trabalham com a agricultura e é invocado para obter luzes na resolução dos problemas mais difíceis. Quem nasce sobre essa influencia é dotado de muita coragem para enfrentar os problemas ou obstaculo difíceis; mas deverá ter cautela com o poder, pois o abuso do  domínio é tão prejudicial quanto a força física. Terá proteção natural e sua fortuna virá pelo seu talento. Apreciará livros antigos de história e arqueologia. Terá grande curiosidade em saber o que teria acontecido em outras encarnações, para responder as dúvidas de sua alma e entender a sua existência. Seu lema é " corpo são em mente sã ". E para conseguir este equilíbrio devera fazer dietas sem ingestão de carne vermelha. Amará a natureza e os animais e cuidara com zelo da sua preservação.






    Carta do Dia: A FORÇA

    "Não ser selvagem! Que sou eu senão um selvagem, ligeiramente polido, com uma tênue camada de verniz por fora? Quatrocentos anos de civilização, outras raças, outros costumes. É eu disse que não sabia o que se passava na alma de um caeté! Provavelmente o que se passa na minha com algumas diferenças."

    “Caetés”, Graciliano Ramos 

         ForçaUm engenheiro desempregado decide, enquanto aguarda melhores oportunidades de trabalho, aceitar dar aulas numa escola pública num bairro operário de baixíssima renda. O que essa refinada e tranquila pessoa está preparada é para o grupo de mal-educados e agressivos delinquentes que ele terá que enfrentar em seu primeiro dia de aula. O que esses jovens estão acostumados é com a violência urbana que enfrentam, a falta de apoio que a sociedade lhes dá e a convivência com famílias desagregadas. O engenheiro, duble de professor é apenas mais uma das vítimas dos seus violentos instintos incontidos.
         O que eles não sabem é que estão lidando com um homem extremamente seguro de si, que também enfrentou inúmeras humilhações na sua caminhada profissional, principalmente por questões raciais e de origem social, e que está preparado para mais essa batalha, ao exigir cortesia e respeito comum de seus alunos. O respeito, a atenção e o amor que ele dedica a esse grupo de jovens marginalizados acaba produzindo seus efeitos positivos e uma verdadeira mudança é feita, não só no ambiente escolar, mas como os ex-rebeldes passam a se integrar com a sociedade, resgatando a sua auto-estima e finalmente conseguindo ver-se merecedores da mesma dignidade conferida e esperada a todos os  cidadãos .
          Estou certo que muitos de vocês já se recordaram de onde o exemplo de hoje foi extraído. “Ao Mestre com Carinho” foi um dos filmes que marcou a minha geração por dar uma mostra do poder regenerador do amor. Não aquele amor novelesco e muitas vezes egoisticamente impotente no sentido transformacional, mas do amor que é sólido, incondicional, desenvolvido através de um longo processo interno e que se exterioriza de forma redentora.“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobre-carregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mateus 11:28-30).  É o saber dominar as situações, avaliando-as e compreendendo-as em suas raízes, em suas motivações,  aceitando-as com são mas procurando faze-las evoluírem para um patamar mais elevado.
         O professor negro, de origem humilde, criado na periferia da grande cidade, convivendo com um sem-número de situações adversas no meio familiar e no ambiente onde se desenvolveu além de ter sentido o reflexo disso tudo na maneira vexatória e preconceituosa em que foi tratado ao longo de sua carreira profissional, tinha tudo para dar errado. Grandes eram as chances dele ter-se submetido às condições que seu meio lhe impunha, adotado os precários valores morais e éticos de seus companheiros e se tornado mais um excluído social. Entretanto, tendo plena consciência de suas dificuldades e de quanto isso seria um empecilho na sua trajetória,  decide exercer através da razão e da vontade uma alteração nos planos que supostamente o Destino lhe reservava. Dedica-se ao estudo, enfrenta pacifica e compreensivamente a rejeição dos amigos e colegas, tanto os do seu bairro de origem, como os do novo ambiente que passa a frequentar. Domina seus temores, sua impulsividade, desenvolve a temperança, reforça a sua auto-confiança e desenvolve um olhar amoroso aos outros seres humanos.
         Quando falamos do Arcano XI do tarot, a Força, estamos falando desse estado de autoconhecimento que nos permite saber quem somos, controlando nossos instintos, sem contudo ignorá-los ou desprezá-los, e extrair desse exercício de sublimação a força necessária para evoluir. Vemos um exemplo claro dessa idéia de transmutação entre o mais animal e o mais espiritual na recomendação do celibato entre sacerdotes, freiras,  místicos e outros religiosos. A idéia primordial é que a energia sexual contida possa ser utilizada para estimular e favorecer a força da intenção devocional e avançar o processo de desenvolvimento espiritual dos seus adeptos. Movendo o foco dessa energia do âmbito dos prazeres físicos para o da espiritualidade, o fluxo energético se processaria mais intensamente.
         Forte não é aquele que grita mais alto ou bate mais forte, mas sim aquele que não precisa nem gritar ou bater para fazer-se respeitado. A Força vem de dentro, de um trabalho interno de controle da raiva, do orgulho, do desejo; do desenvolvimento de padrões éticos e morais, de carisma, equilíbrio e paz interior; de planejamento, obstinação e direcionamento. Responsabilizar-se por seus atos, ter o controle de sua vida ser capaz de relevar e perdoar os erros e defeitos dos outros e uma grande dose de paciência são atributos indispensáveis para que se possa vivenciar a Força em seus aspectos mais positivos.
         Quando a carta da Força aparece numa jogada de tarot, dependendo de sua posição no esquema escolhido para a disposição e leitura, além de se levar em conta as demais cartas e a questão proposta pelo consulente, pode significar que devemos estar preparados para enfrentar, com coragem e convicção, qualquer ameaça que possamos vir a sofrer. Pode estar significando que devemos perdoar e esquecer erros cometidos por outros, e até por nós mesmos. Saber que há um limite para tudo e que nem sempre é possível ter-se tudo o que se quer, mas satisfazer-se e apreciar aquilo que conseguimos. Talvez seja hora de aplacar a própria ira ou a dos outros, utilizando-se da razão e da sensibilidade. Pode ser indicativo que estamos, no momento da leitura das cartas, de posse da coragem e da determinação para realizarmos as tarefas, por mais árduas que elas possam se apresentar. Se as pessoas com quem convive estão desarvoradas, descontroladas, lembre-se de manter-se calmo, resistindo à tendência de julgar, sendo compassivo e procurando sempre ver os dois lados da questão. Prenuncia o fato da sexualidade estar sendo vivida plenamente, da saúde física estar em ótimo estado, e que as reações emotivas estão sob controle. É também um alerta para rever como está conduzindo a sua situação financeira, não se deixando escravizar por compromissos desnecessários.
         Quando esse Arcano aparece mal aspectado, ou seja, numa posição menos favorável, daquelas que nos remetem à idéia de obstáculos, a Força pode ser indicativa de um caráter débil, de atitudes arrogantes, do mal uso a inteligência. Estar desatento dentro de uma situação e deixar-se ser pego de surpresa são alguns dos aspectos negativos desta carta, assim como a arrogância, os abusos físicos e mentais que possamos impor aos outros. Reprimir ou tentar dominar os outros ou as situações, impondo de maneira manipuladora ou tirânica a sua vontade, também é uma das facetas “sombra” desta carta.
           Na prática podemos nos utilizar de diversos instrumentos para desenvolvermos as qualidades positivas simbolizadas pela Força. A meditação, a visualização criativa, a yoga, a neurolinguística, os trabalho criativos como a pintura, a escultura, modelagem, etc. Também os exercícios físicos ajudam a descarregar as energias reprimidas e beneficiando-nos com músculos e pele mais tonificados. O boxe, por exemplo, é uma das opções. Longas caminhadas e o contato com a Natureza sempre são bem vindos, pois nos harmonizam e, o que é a Força, a não ser o controle consciente entre forças complementares e o consequente encontro com a tão almejada Paz Interior?
         Hoje, com a Lua Cheia em Libra, estaremos vivendo energias bastante re-equilibrantes, com a grande possibilidade de nos sentirmos mais flexíveis, mais maleáveis, sem contudo abandonarmos os nossos pontos de vista. Não nos é importante, sob essa influência, sermos os donos da verdade, termos a razão em tudo, mas a convivência pacífica com os que nos são caros e as demais pessoas. Com o social em alto, e conscientes da nossa Força interior, ninguém nos tira do sério, nem mesmo aquele chato, brigão, que quando bebe um pouco mais começa a medir forças com todo mundo. Estamos centrados, equilibrados, cônscios dos nossos potenciais, conhecemos nossas fraquezas e não as renegamos, mas as compensamos com o domínio sobre elas. “O verdadeiro leão é aquele que conquista a si mesmo”, escreveu Rumi, poeta, jurista e teólogo persa, por volta de 1.250 da nossa época.
         Aproveitem esta terça-feira e, se dispuserem de algum tempo, procurem meditar na força curadora e transformadora do amor incondicional.

    Imagem: TAROT NAMUR, por Prof. Namur Gopalla e Marta Leyrós (Academia de Cultura Arcanum)





    m abril de 1600, no convento de Santa Maria dos Anjos, em Florença, estava estática (Santa) Magdalena de Pazzi…
    …a considerar, com dez de suas Irmãs, uma preciosa relíquia – um osso de um dedo de São Luiz.
    Enquanto consigo resolvia de que bela alma fora instrumento aquele osso que tinha na mão, arrebatada de improviso a contemplar, a Glória de São Luiz, em alta voz, como por vezes costumava, de modo que as outras irmãs puderam escrever suas palavras, exclamou:
    “Oh, quanta é a Glória de Luiz, filho de Inácio!… Quando era mortal, despedia setas no coração do verbo, e agora, no Céu, essas setas repousam em seu coração; porque aquelas comunicações que ele merecia com os atos de amor e união que fazia, agora os entende e goza…”
    Serafim em carne humana, abrasado no divino amor, Luiz ateou sempre na contemplação da Cruz e da Humanidade sacratíssima de Cristo as chamas que nesta terra o consumiam e ao presente o beatificam no Céu.
    O incêndio de pura caridade para com seu estremecido Jesus, que lavrava nesse coração ilibado, com muita razão lhe mereceu que espontaneamente os fieis considerem a essa virtude como característica própria de São Luiz e nele vejam um dos mais notáveis precursores da Virgem de Paray no culto do Coração dulcíssimo de nosso Redentor.
    Poucos dias depois das revelações de Paray, o Padre Croiset, em seu famoso livro sobre a devoção ao Coração de Jesus, entre outros meios para alcançar um terno amor ao Coração Divino, apontava o recurso especial ao “Beato Luiz Gonzaga”.
    Por isso escrevia-lha Santa Margarida Maria, a 10 de agosto de 1689:
    “Visto como V. R. indica a devoção ao Beato Luiz Gonzaga como meio eficaz para alcançar um grande amor ao Coração Santíssimo, ser-lhes-íamos muito agradecidas, se nos quisesse mandar uma imagem dele, do mesmo tamanho que a do P. de La Colombiere, para colocá-la em nossa capela do Sagrado Coração…
    Esse mesmo livro traz uma gravura, em que vem representada a Virgem SSª em ato de apontar o Sagrado Coração de Jesus a São Francisco de Sales e a S. Luiz de Gonzaga, como para indicar na pessoa Don primeiro a ordem da Visitação, à qual pertencia Santa Margarida Maria, e no segundo a Companhia de Jesus, que deu à Santa, como diretor, o Vem. P. de La Colombiere.
    O Milagre de São Luiz pelo Sagrado Coração
    Se durante a vida S. Luiz foi um Serafim abrasado no amor do Coração de Jesus, mostrou-se depois da sua morte, apóstolo de nossa devoção querida. Para comprová-lo, quero aqui, em poucas linhas, referir um fato que teve grande fama.
    Deu-se o acontecimento três dias após o breve apostólico Clemente XIII que, para toda a Igreja, instituía a festa do Sagrado Coração, designando para a mesma primeira sexta-feira depois da oitava do Corpo de Deus.
    Em 1675, jazia gravemente enfermo, no noviciado romano da Companhia de Jesus, o jovemNicolau Celestini. Tudo sofria com exemplar paciência o admirável noviço, e com inteiríssima resignação na vontade de Deus.
    Tinha porém um ardente desejo de não passar desta vida sem confortar-se com o Viático do Senhor.
    Mais se inflamou neste desejo santo, ao ouvir os discursos que faziam os circunstantes sobre o Sacratíssimo Coração de Jesus, de que fora devotíssimo, e cuja festa havia sido, poucos dias antes, a 7 de fevereiro, aprovada pela Santa Sé.
    Acrescia isto que, não podendo ele ver absolutamente nada, contudo, quando se lhe punha diante dos olhos uma devota imagem do Sagrado Coração, contemplava com atenção e claramente a distinguia, o que aumentou nele a confiança de que seus anelos seriam satisfeitos.
    Rogou, pois, que lhe dessem de beber água misturada com um pouco da farinha milagrosamente multiplicada por São Luiz.
    Assim se fez, e a segunda prova deu feliz resultado, por onde pode receber o Sagrado Viático, e ainda uma vez apertar ao peito o Coração do amoroso Jesus, antes de o ver, já sem véu, como esperava no Paraíso.
    Desenganado do médico, aguardava sereno o desenlace, quando, de um modo portentoso, interveio a prolongar-lhe a vida o nosso São Luiz.
    O que se deu, narrou o próprio Celestini, e disse como naquela manhã, estando a ponto de ser novamente assaltado de convulsões, começara a ver novamente a imagem de São Luiz, que não pudera ainda ver em todo o tempo da doença, e que assim continuará a vê-la por toda a manhã.
    Ultimamente, tinha-o visto como inflamar-se de improviso , e resplandecer com luz brilhantíssima, do meio da qual em certo modo, saíra, adiantando-se para ele, o amabilíssimo São Luiz, não de perfil e só em busto, como no quadro, mas inteiro e com o rosto voltado para o enfermo.
    Estava vestido como o representava o relevo no altar do Colégio Romano; na mão esquerda trazia um crucifixo, ficando livre a direita.
    Com esta tinha-lhe feito o santo sinal de se aproximar, e Nicolau se esforçara por achegar-se a ouvir que queria seu celeste amigo; mas, recaindo logo de costas e tornando-se a deitar, continuara sempre a vê-lo, sem poder-se ter que não exclamasse: “quanto sois belo meu
    São Luiz!
    ”.
    A um novo aceno do Santo, levantara-se outra vez, e ouvira dele estas palavras: “ Que queres, a saúde ou a morte?” Ao que respondendo Nicolau: “Seja feita a vontade de Deus”, prosseguiu o benigníssimo santo:
    “Pois que na tua doença nada mais desejaste que o Sagrado Viático, e em tudo o mais te conformaste com a vontade de Deus, o Senhor, por minha intercessão, te conserva a vida, contanto que cuides em te aperfeiçoar, e procures em todo tempo dela propagar o culto do Sagrado Coração de Jesus, que é sumamente agradável ao Céu”
    Dito isto, lançou-lhe a bênção, e, deixando-o completamente são, desapareceu. 
    *   *   *
    Fonte:  ”São Luiz Gonzaga – Padroeiro da Juventude Católica” - Pe. Augusto Magne, S.J.




    Fonte; Conheça seu anjo; EDT. Nova Cultural.
    Fonte; Anjos cabalísticos; EDT. Companhia dos anjos.
    Fonte; O livro dos anjos;   EDT. Duetto.
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